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Algures, há um altar ao movimento cyber punk que está prestes a ficar completo. A editora Kodansha, que de 1982 a 1990 publicou Akira, a seminal mangá de Katsuhiro Otomo, criou uma caixa com a saga completa em seis volumes em capa dura. Pela primeira vez, uma tradução das 2000 páginas em inglês estará estructurada no sentido de leitura japonês, da direita para a esquerda. Para celebrar o 35º aniversário da obra, a editora de Tóquio juntou ao lote uma nova edição do famoso art book Akira Club bem como um remendo bordado com a pílula que serve de insígnia urbana ao protagonista Kaneda.

Em 1988, o mesmo ano em que chegou aos cinemas japoneses a super influente versão em anime, realizada pelo próprio Otomo, começou a ser publicada a tradução colorida americana. A Marvel Comics, tendo adquirido os direitos de publicação nos EUA, produziu-a através da Epic, a sua chancela para títulos mais alternativos ao mainstream americano. Para o efeito, Otomo escolheu o famoso colorista Steve Oliff, que trabalhou todas as cores por computador, implementando na realidade aquela que se tornaria a revolução digital dos comics na década de 90.

Contudo, esta é uma edição para o purista, que lê Gibson, Dick, Farmer, Sirius e Frauenfelder e que sabe qual, entre todas as versões de Blade Runner, é que é mesmo a de Ridley Scott. Por isso, a Kodansha reproduziu aqui meticulosamente as pranchas originais a preto-e-branco, um regresso ao vinil para quem não se contenta com o remaster a cores.